Camilo, Tasso, Wagner e Girão se reúnem para buscar apoio do Exército

Sun, 03 Feb 2019 00:15:57 +0000 / 0 Comentários

O governador Camilo Santana (PT) reuniu-se com os senadores Tasso Jereissati (PSDB) e Eduardo Girão (Pros), e o deputado federal Capitão Wagner (Pros), na noite desta sexta-feira, 25, no Palácio da Abolição. Um dos pontos discutidos no encontro, de acordo com apuração do O Povo, foi a solicitação de uma missão de Garantia da Lei da Ordem (GLO) ao Governo Federal. Por meio do pedido, os políticos cearenses esperam contar com o apoio do Exército Brasileiro para garantir a segurança de equipamentos federais localizados no Estado, como viadutos, BRs e órgãos federais.

Atualmente, oficiais da Polícia Militar (PMs) são os responsáveis pela segurança de bens federais no Ceará. Tal situação estaria diminuindo o efetivo nas ruas. A GLO, que só pode vigorar sob autorização da Presidência da República, permite ao Exército assumir poder de polícia para atos específicos. Não se trata de uma intervenção, mas de um conjunto de ações das Forças Armadas em área restrita e por tempo limitado.

O senador Eduardo Girão (Pros) disse que a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SNSP) havia sugerido ao Governo do Estado a implantação de medidas como a decretação de estado de emergência, além de “toque de recolher” e proibição de venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos estratégicos a partir das 22 horas. O acompanhamento da execução de tais demandas teria sido, de acordo com ele, uma das causas da reunião ocorrida no Palácio da Abolição.

Em resposta, o governador Camilo Santana teria se mostrado contrário às medidas, apresentando dados técnicos que impossibilitariam a execução de tais ações. O representante do Estado também teria salientado a aplicação de outras sugestões dadas pela SNSP, como a orientação de negar a venda de combustíveis em recipientes nos postos localizados no Ceará. Esse seria um ponto de concordância salientado por Camilo no encontro.

Girão comentou que pretende levar os esclarecimentos à Brasília. “Vamos levar à SNSP os motivos pelos quais as propostas não foram acatadas. Agora é hora de estimular o presidente a acatar a ideia da GLO”, afirma.

Fonte: O Povo online